Guia Michelin: conheça agora os restaurantes que brilharam em 2017

Se você se interessa pelo universo gastronômico, com certeza já ouviu falar em restaurantes que possuem estrelas no Guia Michelin. Essa classificação chama a atenção do cliente por remeter à comida boa e de qualidade, já que o Guia, além de ser composto por chefs premiados, também é muito disputado por cozinheiros do mundo todo.

Para esses profissionais, as estrelas podem representar uma recompensa pelo enorme esforço de se criar uma excelente reputação no meio da gastronomia. A pontuação máxima do Guia reflete o auge da carreira de um chef. Entenda agora o que é o Guia Michelin, como ele funciona e quais restaurantes foram destaque em 2017.

A origem do Guia Michelin 

Idealizado por André e Edouard Michelin — fundadores do Grupo Michelin, indústria automobilística, em 1900 —, o Guia Michelin surgiu ainda quando poucos automóveis circulavam as estradas francesas, o que fazia com que viagens fossem eventos complicados, já que os trajetos eram longos e as estradas, mal sinalizadas. 

Porém, os irmãos Michelin acreditavam no futuro dos automóveis e investiram no mercado. Para isso, começaram a distribuir gratuitamente um pequeno guia de cor vermelha, que contava com 400 páginas recheadas de informações práticas. Dentro do guia, estavam instruções para trocar pneus, indicações de locais para abastecer o carro, para comer e para dormir. Desta forma, eles incentivavam os clientes a viajarem mais. 

Por volta dos anos 1920, as páginas passaram a abrir espaço para classificação de restaurantes e, mais tarde, de hotéis, e eram feitas com números de estrelas por estabelecimento. 

Como o Guia Michelin funciona 

A classificação máxima são 3 estrelas, sendo seus significados: 

  • 1 estrela: bom restaurante nessa categoria; 
  • 2 estrelas: excelente cozinha, com carta de vinhos de primeira qualidade e especialidades; 
  • 3 estrelas: cozinha excepcional, ambiente e atendimento perfeitos. 

Essa avaliação é feita por fiscais gastronômicos e de hotelaria, pessoas treinadas para conhecer os padrões Michelin em qualquer lugar do mundo, independentemente de cada peculiaridade que a cozinha local possa oferecer. 

A comida é avaliada pelos tópicos: 

  • qualidade dos produtos utilizados; 
  • ponto de cozimento; 
  • harmonização dos sabores do prato; 
  • cozinha autoral; 
  • regularidade na excelência. 

Por essa razão, a primeira estrela que o restaurante recebe, exige antes, de 3 a 4 visitas no estabelecimento. 

Hoje em dia, o guia é publicado em 4 categorias diferentes: 

  • verde: indicado para turistas, oferece um guia de patrimônios arquitetônicos e históricos; 
  • prático: em formato de bolso, disponibiliza informações essenciais sobre as cidades; 
  • gourmand: seleção de restaurantes típicos de cada região francesa ou do mundo; 
  • vermelho: guia de hotéis e restaurantes referenciados com as estrelas. 

Novos restaurantes premiados em 2017 

Em 2017, três novos restaurantes foram adicionados ao Guia Michelin. O primeiro é o chamado Laguiole, do chef Elia Schramm, localizado no Museu da Arte Moderna do Rio de Janeiro. Também carioca, outro estabelecimento premiado foi o Oro, do chef Felipe Bronze, que voltou a participar do Guia, já que a casa havia recebido uma estrela em 2015. 

Para fechar a lista, temos o Picchi, do chef Pier Paolo Picchi, localizado em São Paulo. Os três restaurantes receberam uma estrela do Guia. 

O Guia Michelin é uma referência mundial, onde há uma comparação entre restaurantes de vários países diferentes. Por isso, as casas que estão no Guia pertencem a alta gastronomia e são bem vistas pelo mundo todo, enaltecendo o trabalho dos chefs que já receberam alguma estrela e abrindo portas para novos clientes do país e do mundo.

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